Opinião – Mirante MS Análises, notícias e entrevistas sobre política e economia de Mato Grosso do Sul, com visão crítica e estratégica que ajuda você a entender os principais acontecimentos da região. Mon, 19 Jan 2026 17:22:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://hml.mirantems.com.br/wp-content/uploads/2025/12/cropped-icone-v1-32x32.png Opinião – Mirante MS 32 32 Movimentar o corpo é cuidar da vida https://hml.mirantems.com.br/opiniao/movimentar-o-corpo-e-cuidar-da-vida/ https://hml.mirantems.com.br/opiniao/movimentar-o-corpo-e-cuidar-da-vida/#respond Mon, 19 Jan 2026 13:33:19 +0000 https://hml.mirantems.com.br/?p=3258 A prática regular de atividades físicas deixou de ser apenas uma recomendação estética ou esportiva para se consolidar como uma necessidade básica de saúde pública. Em um mundo cada vez mais marcado pelo sedentarismo, pelo uso excessivo de telas e por rotinas profissionais exaustivas, movimentar o corpo tornou-se um ato de autocuidado e, ao mesmo […]

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A prática regular de atividades físicas deixou de ser apenas uma recomendação estética ou esportiva para se consolidar como uma necessidade básica de saúde pública. Em um mundo cada vez mais marcado pelo sedentarismo, pelo uso excessivo de telas e por rotinas profissionais exaustivas, movimentar o corpo tornou-se um ato de autocuidado e, ao mesmo tempo, de responsabilidade social. A atividade física é uma ferramenta acessível, eficaz e comprovada para a promoção da saúde e da qualidade de vida.

Do ponto de vista físico, os benefícios são amplamente reconhecidos: melhora do sistema cardiovascular, fortalecimento muscular e ósseo, controle do peso corporal e redução significativa do risco de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e obesidade. No entanto, limitar a importância da atividade física apenas ao corpo é um erro. O movimento também atua como um poderoso aliado da saúde mental, contribuindo para a redução do estresse, da ansiedade e dos sintomas depressivos, além de favorecer o sono e a disposição diária.

Há ainda um impacto social que não pode ser ignorado. Espaços de prática esportiva e atividades coletivas estimulam a convivência, fortalecem vínculos comunitários e promovem inclusão. Para crianças e jovens, o esporte ensina disciplina, cooperação e respeito às regras; para adultos e idosos, representa autonomia, independência funcional e envelhecimento com mais dignidade. Investir em atividade física é, portanto, investir em cidadania e bem-estar coletivo.

Diante desse cenário, defender a prática regular de atividades físicas é assumir uma posição clara em favor da vida. Políticas públicas, ambientes urbanos mais amigáveis ao movimento e a valorização do tempo dedicado ao cuidado com o corpo são urgentes. Mais do que uma escolha individual, manter-se ativo deve ser compreendido como um hábito essencial para uma sociedade mais saudável, equilibrada e sustentável.

Opinião Equipe O Mirante MS

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Quer dormir bem? Veja 10 dicas para uma boa noite de sono https://hml.mirantems.com.br/opiniao/quer-dormir-bem-veja-10-dicas-para-uma-boa-noite-de-sono/ https://hml.mirantems.com.br/opiniao/quer-dormir-bem-veja-10-dicas-para-uma-boa-noite-de-sono/#respond Mon, 19 Jan 2026 13:30:08 +0000 https://hml.mirantems.com.br/?p=3255 O sono é uma das necessidades básicas do ser humano para o descanso e reequilíbrio do corpo. Enquanto dormimos, nosso organismo exerce as principais funções restauradoras, repõe energia e regula o nosso metabolismo. Noites mal dormidas afetam diretamente o nosso estado de vigília – momento em que deveríamos estar acordados e ativos. Com isso, nos sentimos mais […]

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O sono é uma das necessidades básicas do ser humano para o descanso e reequilíbrio do corpo. Enquanto dormimos, nosso organismo exerce as principais funções restauradoras, repõe energia e regula o nosso metabolismo.

Noites mal dormidas afetam diretamente o nosso estado de vigília – momento em que deveríamos estar acordados e ativos. Com isso, nos sentimos mais cansados e indispostos, com lentidão de raciocínio, alterações no humor e queda no rendimento das tarefas diárias. Portanto, dormir bem é essencial para manter nosso físico e nossa mente saudáveis.

De acordo com a Associação Brasileira do Sono, a recomendação para um sono de qualidade em adultos é de cerca de 8 horas por noite sem interrupções ou perturbações. Para garantir uma boa noite de sono, os especialistas recomendam algumas atitudes que fazem parte da chamada ‘higiene do sono’.

O que é a higiene do sono?

Segundo a Fundação Nacional do Sono, dos Estados Unidos, o termo higiene do sono agrupa comportamentos e rotinas que estão fortemente associados a este momento e que ajudam o indivíduo a dormir bem e ininterruptamente. Nesse sentido, eles incluem desde praticar hábitos saudáveis diurnos até organizar um ambiente propício para a hora do descanso.

Estudos comprovam que criar essas rotinas e segui-las corretamente faz com que os comportamentos saudáveis se tornem automáticos depois de um tempo. E cada um pode adaptar suas práticas de higiene do sono dentro de suas necessidades e das respostas do seu organismo.

Além de trazer benefícios imediatos para as suas noites de descanso, melhorar a qualidade do seu sono também previne o desenvolvimento de outros distúrbios de sono ou condições de saúde mais graves.

Contudo, vale pontuar apenas que a higiene do sono por si só não resolve problemas como uma insônia mais grave. Por mais que ela faça parte dos cuidados, outros tratamentos também podem ser necessários. Assim, a recomendação é que você sempre procure um especialista caso o quadro seja persistente ou apresente mais sintomas.

Como dormir bem?

O conceito básico da higiene do sono pode ser aplicado por praticamente todos os indivíduos, trazendo o mesmo nível de benefícios, mesmo com alguns ajustes específicos que ajudam no sono de cada um. Por isso, separamos 10 dicas para te ajudar a dormir bem e garantir a qualidade do seu sono. Lembrando que não há regras, você pode fazer uma mudança de cada vez, dentro do que for melhor para o seu organismo!

1. Estabeleça horários para dormir e acordar

Segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, a primeira dica para ter um sono tranquilo e ininterrupto todas as noites é ser consistente com seus horários. O ideal é tentar ir dormir e acordar nos mesmos horários todos os dias, incluindo os finais de semana.

Dessa forma, o seu cérebro e o seu corpo conseguem entender a rotina e a necessidade do descanso naquele período, tornando o momento do sono mais natural e proveitoso. Porém, se os seus horários são muito inconstantes, não tente modificá-los de uma só vez. Faça pequenos ajustes, de 1 a 2 horas, até se acostumar com a nova rotina.

2. Priorize seu sono e relaxamento

À princípio, escolher ter um tempo menor de sono para trabalhar, estudar ou ir a um compromisso social é algo natural e que acontece ocasionalmente com todo mundo. Porém, o sono deve ser uma prioridade no dia a dia. Quanto mais você bagunçar seus horários de descanso, mais difícil pode ser ter um sono de qualidade.

3. Mantenha uma rotina nos dias de semana

Você sabia que a forma como você se prepara para dormir também pode determinar a facilidade em adormecer? Segundo a Fundação Nacional do Sono, seguir as mesmas etapas todas as noites, por mais simples que sejam, como colocar o pijama e escovar os dentes, reforçam para a sua mente que é hora de dormir.

Para te ajudar a descansar, você também pode adicionar algumas técnicas de relaxamento antes do horário de se deitar, como meditação, ouvir músicas suaves, um alongamento leve ou ler um livro.

4. Evite os cochilos diurnos

As crianças menores de 5 anos precisam dessa soneca diurna em sua rotina, já para os adultos ela acaba se tornando desnecessária e pode atrapalhar o sono noturno. Assim, a exceção só é válida em dias que você estiver precisando muito repor as energias. Porém, evite uma duração superior a 30 minutos e prefira cochilar no início da tarde.

5. Prepare o ambiente para as noites de sono

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, o ambiente do quarto precisa ser adequado para a promoção do sono. Portanto, é importante ter um colchão, travesseiros e roupas de cama confortáveis, pouca ou nenhuma iluminação, desligar os aparelhos que possam causar ruídos e ajustar a temperatura de forma agradável. Velas ou aromatizantes com cheiros leves também podem ajudar a induzir o relaxamento.

6. Livre-se das possíveis perturbações

Antes de se deitar, procure antecipar e impedir situações que possam atrapalhar seu descanso, até mesmo outras pessoas. Converse com quem mora com você para diminuir os ruídos após certo horário. Caso os barulhos sejam externos e incontroláveis, você pode optar pelo uso de tampões de ouvido. Além disso, para quem se incomoda muito com a luminosidade, vale adequar suas cortinas para umas mais pesadas ou usar uma máscara para os olhos.

7. Cuidado com a sua alimentação

Como está seu cronograma de alimentação? É importante encontrar um horário adequado para o jantar que não seja muito próximo da hora de se deitar e dar preferência aos alimentos mais leves neste período, evitando, assim, possíveis indisposições. Ademais, os especialistas recomendam que não sejam consumidos à noite os alimentos que são estimulantes por conterem cafeína, como café, chá preto, chá verde, chocolate e refrigerante.

8. Invista nos hábitos saudáveis

Quando falamos de incorporar bons hábitos no seu dia a dia para que seu organismo fique mais equilibrado, não são só aqueles que se relacionam com a hora de dormir. Pelo contrário, a adoção de uma rotina geral mais saudável e algumas atividades diurnas podem apoiar seu ritmo circadiano e diminuir as chances de um sono fragmentado.

Assim, para dormir bem, procure se expor à luz do sol todos os dias pela manhã, evite fumar cigarro, pois a nicotina é um estimulante, e reduza o consumo de álcool, conhecido por bagunçar sua sensação de sono. E não se esqueça de praticar atividades físicas regularmente. Segundo o Governo Federal, além de todos os benefícios para o corpo e a mente, os exercícios te deixam mais cansado e o sono acaba se tornando mais natural.

9. Evite o uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir

Estudos já comprovaram que a luz azul produzida pelos dispositivos eletrônicos, como celular, tablet, televisão e computador, pode interferir nos processos naturais da promoção do sono, estimulando o cérebro a ficar desperto. A recomendação é se desligar do mundo digital de 30 a 60 minutos antes de dormir e, quando precisar utilizar os aparelhos à noite, ajustar as configurações que reduzem ou filtram a luz das telas.

10. Reserve sua cama para o seu descanso

De acordo com a Sociedade Brasileira de Psicologia, restringir o uso da sua cama apenas para o descanso e, claro, para as relações íntimas, ajuda a construir a ligação em sua mente entre o local e o ato de dormir. Portanto, tente não praticar outras atividades deitado, mesmo assistir a um filme, pois isso provoca a excitação cognitiva e fisiológica, e te afasta do estado de pré-sono.

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Menopausa: quando hormônios afetam o desempenho no trabalho https://hml.mirantems.com.br/artigo/menopausa-quando-hormonios-afetam-o-desempenho-no-trabalho/ https://hml.mirantems.com.br/artigo/menopausa-quando-hormonios-afetam-o-desempenho-no-trabalho/#respond Mon, 19 Jan 2026 13:24:46 +0000 https://hml.mirantems.com.br/?p=3252 Segundo cálculos do IBGE, aproximadamente 30 milhões de mulheres no Brasil estão na faixa etária do climatério e menopausa, ou seja, 7,9% da população feminina. De acordo com um estudo publicado no final de 2023 pela revista científica Menopause – The Journal of The Menopause Society, mais de uma em cada três brasileiras que já passaram pela […]

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Segundo cálculos do IBGE, aproximadamente 30 milhões de mulheres no Brasil estão na faixa etária do climatério e menopausa, ou seja, 7,9% da população feminina.

De acordo com um estudo publicado no final de 2023 pela revista científica Menopause – The Journal of The Menopause Society, mais de uma em cada três brasileiras que já passaram pela menopausa relataram sofrer com ondas de calor moderadas ou graves.

Tais sintomas podem afetar a capacidade de trabalhar das mulheres. Além das ondas de calor, eles incluem dores articulares, palpitações, dificuldade de concentração, alterações de humor e baixa autoestima.

Apesar de o assunto já não ser o tabu que era há anos atrás, as queixas das mulheres que passam pela menopausa são frequentemente ignoradas, sobretudo pelos empregadores.

A menopausa normalmente começa após os 40 anos e costuma durar de 10 a 15 anos. Em muitos casos, nesta época da vida, os filhos já estão crescidos, e as mulheres gostariam de dar um gás na carreira ou até retomá-la, no caso das que haviam decidido se dedicar integralmente à madernidade. No entanto, a realidade é bem diferente  e o que poderia ser uma fase de recomeço acaba virando frustração.

Altos custos

Na Alemanha , a situação é parecida à do Brasil. Cerca de um terço das alemãs na menopausa reclamam de sintomas moderados a graves. 

Embora cerca de onze milhões de mulheres no país europeu estejam atualmente passando pela menopausa e frequentemente sofram com os efeitos das flutuações hormonais, o assunto ainda é pouco debatido.

Dessas mulheres, mais de nove milhões estão empregadas, representando cerca de um quinto da população economicamente ativa.

Paralelamente, um terço das empresas na Alemanha reclama da escassez de mão de obra qualificada, segundo uma pesquisa empresarial do instituto Ifo realizada em março de 2024. É provável que esse problema seja agravado pelas mudanças demográficas.

“As consequências da menopausa custam aproximadamente 9,5 bilhões de euros (R$ 60 bilhões) em produção econômica por ano no país”, afirma Andrea Rumler, da Escola de Economia e Direito de Berlim. As empresas alemãs perdem cerca de 40 milhões de dias de trabalho.

Em 2023, Rumler entrevistou mais de 2 mil mulheres entre 28 e 67 anos. Para quase um quarto delas, os sintomas da menopausa foram um motivo para reduzir a jornada de trabalho, e quase um quinto mudou de emprego por causa disso. Uma em cada dez mulheres relatou ter se aposentado precocemente ou já estar aposentada devido à menopausa.

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Desafios específicos em determinados setores

Em algumas profissões, trabalhar durante a menopausa é mais difícil do que em outras. Por exemplo, policiais femininas em patrulha. Se elas apresentarem sangramento intenso repentino ou problemas no trato urinário, nem sempre há um banheiro disponível por perto.

Mulheres que trabalham em espaços públicos têm particular dificuldade em lidar com os sintomas da menopausa. Professoras, profissionais de cuidados infantis, enfermeiras e vendedoras, por exemplo, não podem se refugiar em um escritório em casa ou tirar licença.

Isso é particularmente relevante para a sociedade alemã, porque alguns desses setores empregam um número acima da média de mulheres, como enfermagem (85%), educação (73%), administração de escritórios (mais de 65%) e serviços e vendas (quase 62%). Esses setores também estão entre os que mais sofrem com a escassez de mão de obra qualificada no país.

Medo de estigmatização

Várias se sentem angustiadas por não poderem falar abertamente sobre o tema. Mais da metade das mulheres entrevistadas por Rumler afirmou que a menopausa é um assunto tabu em seus locais de trabalho.

“Muitas mulheres nessa fase da vida sofrem no trabalho, mas não falam sobre isso – por vergonha, falta de conhecimento ou medo da estigmatização”, diz Rumler.

Desta forma, é importante que haja conscientização no âmbito das empresas. Isso inclui informar não apenas as afetadas, mas também outros funcionários e gerentes sobre os efeitos da menopausa. “O que ouço repetidamente de médicos e funcionários de Recursos Humanos (RH) que estão muito comprometidos com essa questão é que seus gerentes a ignoram porque não a consideram um tópico importante”, diz Rumler.

Além da desestigmatização do tema, o que também poderia ajudar as mulheres é adaptar seus horários e rotinas de trabalho às suas necessidades. Horários flexíveis, planejamento de tarefas baseado em necessidades e pausas planejadas conscientemente podem melhorar significativamente o desempenho em casos de exaustão, problemas de concentração e distúrbios do sono.

Por exemplo, fácil acesso a banheiros é importante para funcionárias em setores como vendas, produção, assistência técnica, assim como para motoristas de ônibus e policiais. E, como o tema da menopausa ainda é pouco abordado em estudos, os médicos do trabalho deveriam receber treinamento específico sobre o assunto.

Avanços no Reino Unido

Nos últimos anos, progressos significativos foram alcançados. OReino Unido , em particular, registrou avanços consideráveis. O Parlamento lançou uma grande investigação sobre a menopausa no ambiente de trabalho, e orientações sobre o tema agora fazem parte do exame de saúde de rotina oferecido pelo Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês).

Mais de 7.800 organizações assinaram o “Compromisso com a Menopausa no Local de Trabalho”, incluindo empresas como Vodafone, BBC e Tesco, assim como municípios, escolas, instituições de caridade, prestadores de serviços de saúde e pequenas empresas em diversos setores.

Para apoiar as mulheres, a empresa de telefonia Vodafone, por exemplo, oferece um curso online sobre menopausa e horários de trabalho flexíveis. A empresa de auditoria PwC lançou a iniciativa “Menopause Matters”, que cobre os custos de tratamentos médicos privados para menopausa e oferece um aplicativo de saúde com consultas de telemedicina.

Na Alemanha, uma pesquisa realizada em 2024 pela the-change.org com empregadores revelou que 63% ainda consideram a menopausa um assunto “exclusivamente” ou “principalmente privado”, enquanto 74% das empresas pesquisadas não tinham medidas em vigor para apoiar mulheres durante a menopausa. Apenas 7% relataram fazer “muito” para oferecer apoio.

DW – Agência Pública Alemã

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O que esperar de 2026? https://hml.mirantems.com.br/opiniao/o-que-esperar-de-2026/ https://hml.mirantems.com.br/opiniao/o-que-esperar-de-2026/#respond Fri, 02 Jan 2026 20:02:51 +0000 https://hml.mirantems.com.br/?p=3173 Um ano cheio. Carnaval, Copa do Mundo e eleições polarizadas. Há quem não goste de nenhum dos três, mas esses elementos estarão presentes, colorindo, ou tensionando, o ano que se inicia. O fato é que há um longo caminho a percorrer. Seja a partir do olhar de Campo Grande, de Mato Grosso do Sul ou […]

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Um ano cheio. Carnaval, Copa do Mundo e eleições polarizadas. Há quem não goste de nenhum dos três, mas esses elementos estarão presentes, colorindo, ou tensionando, o ano que se inicia.

O fato é que há um longo caminho a percorrer. Seja a partir do olhar de Campo Grande, de Mato Grosso do Sul ou do Brasil, os ajustes sociais e econômicos gritam por urgência. É para ontem.

Gostando ou não, seguiremos falando do STF e de suas decisões. Mas o que realmente importa é a sua rua que, diga-se de passagem, ainda precisa de manutenção por parte da Prefeitura. É evidente que não há como separar as discussões nacionais das locais: elas se entrelaçam. Pode-se até tapar o buraco da rua, mas, se o rombo nas contas federais permanecer, a conta chega para todos.

Dia 2 de janeiro. Ainda há muito a percorrer em 2026, mas é fundamental que as metas estejam alinhadas desde já. Quando menos se espera, 2027 já bate à porta.

Boa jornada!

Leomar Rosa, colunista do Mirante MS.

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Nasce o Mirante MS https://hml.mirantems.com.br/agora/nasce-o-mirante-ms/ https://hml.mirantems.com.br/agora/nasce-o-mirante-ms/#comments Wed, 17 Dec 2025 16:07:00 +0000 https://hml.mirantems.com.br/?p=2874 Lançamento oficial do Mirante MS Às 12h07 desta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, o Mirante MS inicia oficialmente sua trajetória no cenário digital. O portal se consolida como um espaço dedicado à observação e à análise das dinâmicas políticas e econômicas de Mato Grosso do Sul.O horário de estreia foi escolhido com propósito: o […]

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Lançamento oficial do Mirante MS

Às 12h07 desta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, o Mirante MS inicia oficialmente sua trajetória no cenário digital. O portal se consolida como um espaço dedicado à observação e à análise das dinâmicas políticas e econômicas de Mato Grosso do Sul.
O horário de estreia foi escolhido com propósito: o meio-dia, seguido de sete minutos, evoca a simbologia da totalidade e da perfeição. Assim como um mirante amplia o horizonte, o objetivo é oferecer uma visão clara, elevada e estratégica sobre os fatos que moldam o presente e o futuro do Estado.

Conteúdo exclusivo para o leitor

No novo portal, o leitor encontra análises, notícias, entrevistas e reflexões que aprofundam a compreensão do cenário sul-mato-grossense. Além disso, cada publicação é pautada pelo rigor e por um olhar crítico.

Mais do que um repositório de informações, o site nasce como um ponto de vista essencial para quem deseja enxergar além do imediato. O Mirante MS interpreta movimentos e explica como cada decisão institucional influencia diretamente a sociedade e o desenvolvimento regional.

A proposta do Mirante MS

A proposta do portal é ser a ferramenta definitiva para quem busca contexto em meio ao excesso de dados. Em um estado que se destaca pelo crescimento econômico e protagonismo político, o Mirante MS se posiciona como um observatório de elite.
Portanto, o foco está em traduzir a complexidade dos bastidores e das cifras para um público que exige profundidade e clareza.

Compromisso com a excelência jornalística

Com o lançamento oficial consolidado neste momento de equilíbrio e perfeição numérica, o Mirante MS reafirma seu compromisso com a excelência jornalística.
Convidamos você a subir a este mirante e contemplar uma visão elevada sobre a política e a economia de Mato Grosso do Sul. Seja bem-vindo ao lugar onde a informação encontra o seu verdadeiro sentido.

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Torpedos do Mirante: Eleições 2026; Ônibus parados em CG; Final da Copa do Brasil e mais… https://hml.mirantems.com.br/campo-grande/torpedos-do-mirante/ https://hml.mirantems.com.br/campo-grande/torpedos-do-mirante/#respond Mon, 15 Dec 2025 14:29:44 +0000 https://hml.mirantems.com.br/?p=2798 # Quem segura? Governador Eduardo Riedel parece mesmo que vai levar no primeiro turno. Apesar da distância do ano eleitoral, o radar aponta para uma caminhada tranquila para mais 4 anos na Governadoria de MS. Os demais candidatos que lutem! # Ônibus parados Que o transporte público da Capital é uma vergonha, todo mundo já […]

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# Quem segura?

Governador Eduardo Riedel parece mesmo que vai levar no primeiro turno. Apesar da distância do ano eleitoral, o radar aponta para uma caminhada tranquila para mais 4 anos na Governadoria de MS. Os demais candidatos que lutem!

# Ônibus parados

Que o transporte público da Capital é uma vergonha, todo mundo já sabe. Agora essa greve veio para atrasar a vida de quem precisa do transporte. Pontual mesmo só a precariedade dos ônibus que envergonha Campo Grande.

# Magnitsky

Moraes, do STF, escapou da lei dos norte-americanos. Resta saber qual o preço que o Governo Brasileiro terá de pagar a Trump por essa benesse. Preparem os bolsos.

# Improvável

Corinthians e Vasco na final da Copa do Brasil é uma daquelas zebras que todo mundo poderia esperar, mas não acreditava. Donos de um futebol médio no ano, as duas equipes, tradicionais e com forte torcida, prometem uma final para calar os secadores.

*Uma produção do jornalismo Mirante MS

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Brasil tributa como país rico, entrega como país pobre https://hml.mirantems.com.br/politica/brasil-tributa-como-pais-rico-entrega-como-pais-pobre/ https://hml.mirantems.com.br/politica/brasil-tributa-como-pais-rico-entrega-como-pais-pobre/#respond Thu, 11 Dec 2025 18:20:35 +0000 https://hml.mirantems.com.br/?p=2623 David Braga* A recente taxação de 10% sobre grandes rendas aplicada a contribuintes que recebem acima de R$ 50 mil por mês ou R$ 600 mil por ano reacendeu o debate sobre o peso da carga tributária no Brasil, um dos países que mais tributa no mundo sem oferecer serviços públicos à altura do que […]

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David Braga*

A recente taxação de 10% sobre grandes rendas aplicada a contribuintes que recebem acima de R$ 50 mil por mês ou R$ 600 mil por ano reacendeu o debate sobre o peso da carga tributária no Brasil, um dos países que mais tributa no mundo sem oferecer serviços públicos à altura do que cobra.

Em 2024, a carga tributária bruta do Governo Geral atingiu 32,32% do PIB, o maior nível da série histórica segundo o Tesouro Nacional, colocando o país acima de parte das economias da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), mesmo sem entregar sistemas de saúde, educação, infraestrutura e segurança comparáveis aos das nações desenvolvidas. A isso se soma o avanço contínuo do endividamento: a Dívida Pública Federal ultrapassou R$ 7,9 trilhões em julho de 2025, conforme o Relatório Mensal da Dívida (STN), pressionando as contas públicas e ampliando a necessidade de arrecadação, que novamente recai sobre empresas, executivos e trabalhadores já sobrecarregados por um custo de vida crescente e por um cenário econômico que oferece cada vez menos previsibilidade.Publicidade

Em resposta a esse contexto adverso, empresas têm reforçado planejamento tributário, antecipado distribuição de dividendos e reestruturado operações para proteger caixa e garantir sustentabilidade. Trata-se não apenas de sobrevivência, mas de teste de adaptabilidade, eficiência e inovação. O executivo moderno sabe que não basta cortar custos: é preciso reinventar modelos de negócio, diversificar mercados, ampliar competitividade e transformar adversidades em oportunidades concretas.Para liderar em tempos de instabilidade, é essencial combinar resiliência, visão estratégica e gestão orientada a dados. Empresas que crescem mesmo sob incerteza são as que antecipam cenários, tomam decisões ágeis e estruturam culturas de longo prazo. Elas são conduzidas por líderes capazes de enxergar além da crise e que transformam turbulência em prosperidade com propósito, ética e foco nas pessoas.Publicidade

É nesse contexto que o senso crítico da sociedade, especialmente da elite decisória, se torna indispensável. Governantes não são entidades abstratas: são representantes eleitos, responsáveis por gerir recursos públicos e direcionar o futuro do país. O Brasil precisa superar a polarização vazia entre “esquerda” e “direita” e lembrar que político não é ídolo, mas funcionário do povo. Disciplina fiscal, investimento produtivo e respeito ao dinheiro público deveriam ser exigências mínimas, não promessas de campanha.

Executivos, empresários e cidadãos precisam abandonar o “torcer” e assumir o “questionar”: analisar dados, fiscalizar ações, entender impactos de reformas e exigir responsabilidade. Menos torcida organizada, mais participação qualificada. Comparada a países desenvolvidos como Estados Unidos (26%), Canadá (33%) e Reino Unido (33%) – dados OECD Tax Revenue Database, a carga tributária brasileira já não é baixa. A diferença crucial é que, enquanto esses países retornam serviços eficientes, o brasileiro precisa pagar privado saúde, educação, segurança, além dos impostos.

A alta de impostos tende a reduzir a competitividade do Brasil ao encarecer o custo de produzir, contratar e investir no país. Para o investidor, sendo ele brasileiro ou estrangeiro fica mais difícil justificar projetos de longo prazo quando a carga tributária sobe sem que haja previsibilidade, segurança jurídica e melhora clara em infraestrutura, qualificação de mão de obra e ambiente de negócios.Na prática, capital e novos investimentos tendem a migrar para países onde a combinação “tributação + retorno” é mais favorável, enquanto aqui se prolonga a sensação de que quem produz é punido e quem decide o sistema não entrega o suficiente em contrapartida.

A nova taxação pode reforçar um ciclo perigoso: sensação de confisco, aceleração do “jeitinho tributário” e queda na disposição de investir. Empresas adiam projetos, executivos redirecionam energia para blindagem fiscal e trabalhadores sentem, no fim, os efeitos indiretos, ou seja, menos oportunidades e menor crescimento. A pergunta que persiste é simples e urgente: essa medida aproxima o Brasil de um futuro mais competitivo e sustentável ou empurra talento, capital e oportunidades para fora do país?

*  CEO, board advisor e headhunter da Prime Talent Executive Search. É conselheiro de Administração e professor pela Fundação Dom Cabral, Presidente da ABRH-MG, VP do Conselho de RH da ACMinas e Presidente do Conselho de Administração da ONG ChildFund Brasil

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Ghosting: por que as pessoas estão sumindo de repente? https://hml.mirantems.com.br/opiniao/ghosting-por-que-as-pessoas-estao-sumindo-de-repente/ https://hml.mirantems.com.br/opiniao/ghosting-por-que-as-pessoas-estao-sumindo-de-repente/#respond Thu, 11 Dec 2025 18:18:36 +0000 https://hml.mirantems.com.br/?p=2620 Renan Cola* Foi em 1990 a primeira vez que uma pessoa sumiu de repente. No filme Ghost: Do Outro Lado da Vida, produção cinematográfica que arrecadou US$ 505,7 milhões em bilheteria somente nos Estados Unidos, Molly (Demi Moore) vê o seu namorado Sam (Patrick Swayze) ser assassinado à queima-roupa bem na sua frente, tornando-se vítima […]

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Renan Cola*

Foi em 1990 a primeira vez que uma pessoa sumiu de repente. No filme Ghost: Do Outro Lado da Vida, produção cinematográfica que arrecadou US$ 505,7 milhões em bilheteria somente nos Estados Unidos, Molly (Demi Moore) vê o seu namorado Sam (Patrick Swayze) ser assassinado à queima-roupa bem na sua frente, tornando-se vítima de um fenômeno comum hoje em dia.

O ghosting. Nele, um indivíduo estimado pode desaparecer de uma hora para outra, sem dar nenhum tipo de explicação plausível para a vítima. Na prática, parece que o ser humano passa para o lado de lá, transformando-se em fantasma, assim como aconteceu no longa-metragem de 126 minutos produzido pela Paramount: “Alguém! Alguém nos ajude!” – grita a protagonista.Publicidade

Assim, haja Oda Mae (Whoopi Goldberg) para dar conta do vazio que este sumiço causa. Ao usar o recurso de tentar comunicação com o além para reduzir a dor daquele que foi “ghosteado”, muitos incorporam a vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, almejando encontrar no sobrenatural a possível explicação que fez com que aquela alma desvanecesse para sempre.Precisa de tanto? Talvez sim. Estudos desenvolvidos pela consultoria Delta Psychology apontam que 72% dos indivíduos já sofreram ghosting em algum momento de suas vidas. E o pior: quando experienciam a perda de um afeto querido, o cérebro é impactado em regiões específicas relacionadas à dor física. Ou seja, se o crush for embora do nada, é bom preparar o analgésico.Publicidade

Foi o que Molly sentiu em Ghost. Lá, foi o parceiro sumir que a personagem parou de realizar os seus trabalhos cerâmicos como artista plástica. Tudo graças à perda bioenergética que uma ausência súbita como esta produz, gerando uma espécie de depressão do corpo que pede que o acometido se resguarde. Afinal, o organismo precisa poupar esforços para poder se recuperar.

Precisa ir mais fundo para entender? Vamos lá. Na psicologia profunda, o ghosting se relaciona com o conceito de objeto evanescente. Isto significa que, na infância tanto de quem realiza a ação, quanto na de quem sofre, algum amor deixou de existir em uma tacada só. Pode ser que tenha sido a mãe, que faleceu de supetão. Ou, o pai, que partiu depois de um difícil divórcio.

Nos casos ainda mais graves, pode ser até que um irmão, ainda no útero, tenha sido abortado por conta das intempéries do destino.

Seja como for, o que acontece lá na frente, na vida posterior do sujeito, é a repetição desta perda inesperada. Daí, ele pode ficar desempregado com frequência, por exemplo, já que deixar de ter algo abruptamente estruturou a sua psique.Invertidamente, e se, em vez de sofrer a ação do desaparecimento, for este cidadão aquele que causa ausência na vida dos outros? É o que se tem na figura do “ghosteador”. Uma pessoa que não soube lidar muito bem com aquilo que perdeu, passando, assim, a reproduzir este sumiço no outro com o objetivo de restaurar o objeto eclipsado. Vai que ele ressuscita, não é mesmo?

Na película, quem retornou foi o espírito de Sam. Já na vida real, a intérprete Mariana Xavier pode ser utilizada como caso típico da contemporaneidade. Depois de marcar um encontro romântico com o boy da vez, a Marcelina, de Minha Mãe é uma Peça, ficou a ver navios quando o rapaz não respondeu mais às suas mensagens na véspera do date. “Um absurdo!”, desabafa.

Outra amostra do que o ghosting pode provocar vem de um paciente da clínica. Ao nascer, Renato foi separado do seu irmão de forma violenta. Depois, quando virou adulto, o rapaz teve bastante dificuldade com relacionamentos, pois todos eles passaram a terminar do mesmo jeito. As relações avançavam com certa naturalidade, mas, em determinado ponto, iam água abaixo.

Portanto, da próxima vez que tiver que se afastar de alguém, pense nas consequências. Um dia, pode ser que você desvaneça sem mandar notícias e pense que está tudo bem. No outro, a falha simbólica impressa na malha psicológica do seu aparelho psíquico cobrará uma resposta. Logo, seja inteligente, porque ali na frente uma assombração fará contato: woah, my love, my darling!

* Psicanalista

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8 de Maio de 1945: derrota total ou libertação da Alemanha? https://hml.mirantems.com.br/opiniao/8-de-maio-de-1945-derrota-total-ou-libertacao-da-alemanha/ https://hml.mirantems.com.br/opiniao/8-de-maio-de-1945-derrota-total-ou-libertacao-da-alemanha/#respond Wed, 10 Dec 2025 19:19:09 +0000 https://hml.mirantems.com.br/?p=2536 Marcel Fürstenau – DW Brasil O fim da Segunda Guerra na Alemanha foi seguido por uma batalha ideológica sobre culpa e responsabilidade históricas. Enquanto o lado ocidental foi aos poucos alinhando discurso, o Leste comunista seguiu outro caminho. Em 8 de maio de 1945, as armas finalmente silenciaram na Europa. A Segunda Guerra Mundial, desencadeada pela […]

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Marcel Fürstenau – DW Brasil

O fim da Segunda Guerra na Alemanha foi seguido por uma batalha ideológica sobre culpa e responsabilidade históricas. Enquanto o lado ocidental foi aos poucos alinhando discurso, o Leste comunista seguiu outro caminho.

Em 8 de maio de 1945, as armas finalmente silenciaram na Europa. A Segunda Guerra Mundial, desencadeada pela Alemanha nazista em 1939, havia terminado no continente – na Ásia, continuaria até agosto. Com a capitulação incondicional da Wehrmacht, as forças armadas de Adolf Hitler, o derramamento de sangue, que custara milhões de vidas, se encerrava.

Para os países que formaram a coalizão internacional anti-Hitler – liderada por União Soviética, EUA, Reino Unido e França – o 8 de Maio é, desde então, apesar de toda a carga negativa associada à guerra, também motivo de celebração. 

Ao mesmo tempo, o clima na Alemanha devastada pela guerra, dividida pelas potências vencedoras em quatro zonas de ocupação, era diferente. A derrota militar total foi acompanhada de um sentimento de culpa e vergonha. Ao invadir a Polônia, o Terceiro Reich desencadeou a guerra e se tornou culpado de crimes sem precedentes contra a humanidade, sobretudo o extermínio sistemático de seis milhões de judeus.

Mas mesmo todo o horror causado pela guerra não foi suficiente para levar, nos anos seguintes a 1945, a enorme maioria dos alemães a pensar no 8 de Maio como um dia de libertação. Assim também foi nos países da Europa que, durante os seis anos de guerra, foram ocupados por soldados alemães. 

Finda a guerra, a situação era diferente: era a Alemanha, perdedora, que estava ocupada. E na guerra ideológica entre a União Soviética comunista e os aliados ocidentais democráticos, a divisão da Alemanha, mas também da Europa, se delineia.

“Nós sabíamos”

Em 8 de maio de 1949, exatamente quatro anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, políticos de vários partidos se reuniram na pequena cidade de Bonn, no oeste alemão, para adotar a Lei Fundamental da República Federal da Alemanha, a Constituição a ser implementada nas zonas ocidentais.

Na ocasião, Theodor Heuss, que viria a ser o presidente da Alemanha Ocidental, refletiu sobre o fim da guerra: “Basicamente, 8 de maio de 1945 continua a ser o paradoxo mais trágico e questionável da história para cada um de nós. Por quê? Porque fomos, ao mesmo tempo, libertados e destruídos”.

Em setembro de 1949, Heuss foi eleito o primeiro presidente alemão do pós-guerra. Três anos mais tarde, daria o exemplo, visitando o antigo campo de concentração de Bergen-Belsen.

“Os alemães nunca devem esquecer o que aconteceu com seu povo durante esses anos vergonhosos. Nós sabíamos de coisas”, disse, em referência ao Holocausto.

Um monumento ao Exército Vermelho

Enquanto políticos do alto escalão da Alemanha Ocidental se esforçavam para promover palavras e gestos sobre os crimes cometidos pelos alemães na guerra, a República Democrática Alemã (RDA), fundada em 7 de outubro de 1949, celebrava o culto estatal antifascista assumido pelo poder de ocupação soviético.

Seu símbolo mais visível era o gigantesco memorial inaugurado no quarto aniversário do fim da guerra num cemitério no leste de Berlim, lembrando a morte de mais de 5 mil combatentes do Exército Vermelho. No centro, um soldado segura uma criança no colo e pisa de coturno numa suástica nazista.

Com o monumento, que tem 30 metros de altura, as autoridades da RDA acabaram por moldar a linguagem visual da sua comemoração do fim da guerra. “O Libertador”, como é chamada a figura gigante, representa a vitória da União Soviética, cujo sistema social, baseado na violência e na opressão, foi exportado pelo ditador Josef Stalin para o resto do leste europeu.

Efeméride a serviço do Estado comunista

Nessas condições, a RDA se ergueu como um baluarte contra o fascismo e o imperialismo. Os inimigos estavam a oeste do Elba e do Atlântico: sobretudo a Alemanha Ocidental e os EUA. Na Alemanha Oriental, não havia espaço para uma abordagem autocrítica sobre a responsabilidade pelas atrocidades cometidas durante a era nazista. 

Walter Ulbricht tornou-se a figura determinante, que, em nome da União Soviética, impulsionou a unificação forçada dos comunistas (KPD) e social-democratas (SPD) para formar o Partido Socialista Unitário da Alemanha (SED).

Sob a sua liderança, o 8 de Maio como “Dia da Libertação” se tornou um ritual anual usado pela RDA para a propaganda estatal até o fim dos seus dias. A tônica sempre atendia aos desenvolvimentos ou objetivos políticos atuais. Ulbricht aproveitou, por exemplo, o décimo aniversário do fim da guerra para acertar contas com a adesão da Alemanha Ocidental à Otan. Num comício com 200 mil pessoas em Berlim Oriental, acusou o Ocidente de se opor à reunificação da Alemanha, enquanto a RDA, como “Estado pacífico e democrático”, lutava por ela.

Início da reconciliação

Foram necessários mais cinco anos até que a elite política da Alemanha Ocidental mudasse decisivamente a sua opinião sobre o fim da guerra. Sob o chanceler federal Willy Brandt, o primeiro do Partido Social-Democrata, foram assinados em 1970 os Tratados de Moscou e de Varsóvia. A reconciliação com os antigos inimigos da União Soviética e da Polônia foi um marco na política de distensão. Um ano mais tarde, Brandt seria homenageado com o Nobel da Paz. 

Embora a palavra “libertação” esteja ausente no seu discurso de 8 de Maio, Brandt prestou uma homenagem ainda maior ao papel das mulheres, dos refugiados e dos deslocados internos na reconstrução da Alemanha. Elogiou especialmente “os compatriotas na RDA”. Os alemães do leste, disse o chanceler, tiveram êxitos em maiores dificuldades e condições sociais “que não escolheram, êxitos de que se orgulham e que temos de reconhecer plenamente”.

Guinada no discurso ocidental

Com Walter Scheel (FDP), ministro das Relações Exteriores de Willy Brandt e presidente a partir de 1974, o tom da Alemanha Ocidental sobre o significado do 8 de Maio mudou: “Fomos libertados de um jugo terrível, da guerra, do assassinato, da servidão e da barbárie. Mas não esquecemos que essa libertação veio de fora, que nós, os alemães, não fomos capazes de nos livrarmos desse jugo”, disse ele no 30º aniversário do fim da guerra na Europa. 

Ele afirmava também que a Alemanha não havia perdido a sua honra só em 1945, mas bem antes, em 1933, com a ascensão de Hitler ao poder.

Outro presidente alemão, Richard von Weizsäcker, chegou em 1985 a uma visão surpreendentemente semelhante. O discurso do democrata-cristão 40 anos após a guerra é geralmente considerado o maior e mais importante sobre o assunto – ainda que ele não tenha sido de modo algum o primeiro a falar explicitamente sobre o “Dia da Libertação”. O chanceler Helmut Kohl (CDU) fez isso duas vezes no mesmo ano. Primeiro, em fevereiro, no seu “Relatório sobre o Estado da Nação na Alemanha Dividida”, e em 21 de abril, na presença do presidente dos EUA, Ronald Reagan, no 40º aniversário da liberação do campo de concentração Bergen-Belsen.

“Encarar a verdade”

O que há de especial no discurso de Von Weizsäcker é que ele não excluiu ninguém quando falou do 8 de Maio como o “Dia da Libertação”: “Ele nos libertou do sistema desumano da tirania nacional-socialista”. 

Na outra parte da Alemanha, o líder da RDA, Erich Honecker, continuava a marcar o que considerava ser a linha divisória entre o Oriente e o Ocidente. A libertação do fascismo hitleriano, afirmava, tinha dado ao povo alemão a oportunidade de construir as suas vidas numa base completamente nova. “E essa oportunidade foi utilizada por nós”, disse.

Ambos os Estados alemães só chegaram a uma avaliação semelhante sobre o fim da guerra após a queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989. O único primeiro-ministro livremente eleito na RDA, Lothar de Maizière (CDU), governou durante alguns meses. No 45º aniversário do fim da guerra, em 1990, ele afirmou no Congresso Mundial Judaico em Berlim que o 8 de Maio lançou “longas sombras sobre a história do pós-guerra dos alemães” e mostrou também a sua “incapacidade de lamentar”. 

Para ele, tratava-se de “saber viver honesta e verazmente com essa história, de lembrá-la e ser lembrado por ela”.

As palavras de De Maizière soam quase como as de Weizsäcker no seu famoso discurso de 1985: “Neste 8 de Maio de hoje, olhemos nos olhos da verdade o melhor que pudermos.”

Marcel Fürstenau Autor e repórter de política e história contemporânea, com foco na Alemanha.

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